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Exportações de frango podem cair neste ano, mas vendas de ovos devem disparar, diz associação

Exportações de frango podem cair neste ano, mas vendas de ovos devem disparar, diz associação

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), exportações brasileiras de carne de frango devem ter uma queda de até 2% neste ano, em relação a 2024. Por outro lado, exportações de ovos podem fechar o ano com alta recorde de 116,6%.

As exportações brasileiras de carne de frango devem ter uma queda de até 2% em volume neste ano, em relação a 2024, divulgou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta quarta-feira (20). De janeiro a julho, as vendas caíram 1,7%.

A previsão ocorre em meio aos embargos à carne brasileira após um caso de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro (RS), em maio deste ano. Em junho, o Brasil se declarou livre da doença.

Apesar de o caso já ter sido encerrado e de o país não ter tido mais nenhuma ocorrência, grandes compradores, como a China e a União Europeia ainda mantém bloqueios ao produto nacional. De janeiro a julho, as exportações brasileiras de frango para os chineses caíram 32,2%.

Mesmo assim, a entidade prevê que as vendas de frango a outros países devem voltar a crescer em 2026, em torno de 5,8%.

Segundo a associação, ainda não há sinalização de retomada das compras de frango pela China e União Europeia. No caso do país asiático, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, disse que os chineses estão avaliando os documentos enviados pelo governo brasileiro.

Já o Chile informou que deve retomar as compras nesta semana ou na próxima.

Enquanto isso, a produção nacional de frango deve continuar em expansão. A previsão é que ela cresça até 3% em 2025 e de mais 2% em 2026.

Venda recorde de ovos antes do tarifaço

Ao contrário do frango, as exportações de ovos devem fechar o ano com alta recorde de 116,6%, impulsionada pelas compras dos EUA, que teve milhares de aves dizimadas pela gripe aviária.

Entre janeiro e julho, as exportações de ovos para os EUA dispararam 1.419,3% – 18.976 toneladas do produto foram enviadas. O setor brasileiro faturou US$ 41 milhões com as vendas.

O presidente da ABPA destacou que o crescimento nas vendas ocorreu antes do tarifaço de 50% imposto pelo presidente americano Donald Trump. "A gente não sabe em qual patamar vão ficar as exportações para os EUA após o tarifaço", disse Santin.

Apesar disso, ele pontuou que os EUA continuam com baixa produção.

Os norte-americanos compram 2% das exportações globais de suinocultura do Brasil. É um percentual pequeno, mas que representou a entrada de USS 33 milhões ao setor brasileiro neste ano. "Não queremos perder isso", afirmou o presidente da ABPA.

O setor também trabalha junto ao governo brasileiro para tentar reverter o tarifaço.

Para 2026, a associação estima um crescimento menor nas vendas de ovos a outros países. A previsão é de alta de 12,5% nas exportações no próximo ano.

A produção nacional de ovos também deve continuar crescendo. Para este ano, a previsão é de alta de 7,5% e, para 2026, de 4,8%.

Fonte: G1

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